F azer o bem não é fácil

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Arquitetura da destruição!

1. Ficha Técnica: Título original: Architektur des Untergangs; Ano, 1992; Direção: Peter Cohen; Gênero: Documentário; Narração: Bruno Granz; Duração: 121 minutos.

2. Sinopse: Arquitetura da Destruição está consagrado internacionalmente como um dos melhores estudos já feitos sobre o nazismo no cinema. O filme de Peter Cohen lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. Hitler queria ser o senhor do universo, sem descuidar de nenhum detalhe da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada demonstração. O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruísse todo o mundo. 

3. Análise: a cultura nazista da beleza agiu como maquiagem mental; as mortes em massa, o genocídio assumiu aspecto de medida de higiene e os assassinatos em massa foi a conseqüência final da ambição de Hitler de criar o novo homem; a produção de um super homem encontrou na câmara de gás seu caminho, como se tratasse de uma missão biológica, um tributo sagrado ao sangue puro... as fábricas de morte faziam saneamento antropológico... como se fosse o instrumento de embelezamento social...não é fácil entender que o aborto seja questão de saúde pública quando o que se pretende por trás disso é promover, ainda hoje, um saneamento antropológico, mediante a eliminação dos pobres, feios, mal nascidos: qual a diferença? Não seria a proposta de aborto tal saneamento se o considerarmos como questão de saúde pública?