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Edith Stein: como ouro purificado pelo fogo* [1891-1942]
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Edith Stein |
Vida: Edith Stein (Ir. Teresia Benedicta a Cruce OCD), nasceu em 12 de Outubro de 1891 em Breslau e morreu em 9 de Agosto de 1942 em Auschwitz.
Nenhum estudioso de
Filosofia, de Teologia e mesmo de História contemporâneas pode
ignorar o grande impacto e o grande significado da vida e do pensamento de
Santa Edith Stein - ou Santa Teresa Benedita da Cruz, se tomamos o seu nome
religioso. De fato, a sua foi uma das grandes personalidades dos nossos tempos.
Falaremos aqui um pouco sobre os seus aspectos biográficos, os quais
explicam e fundamentam, naturalmente, grande parte do seu pensamento, merecendo
também eles certamente a nossa atenção e admiração.
A vida de Edith Stein não foi muito longa, mas sim foi muito densa.
Proponho-me a acompanhá-la e narrá-la brevemente, concentrando-me
nos fatos. Eles falam por si mesmos, sem, no meu parecer, a necessidade imediata
de interpretação, sobre o drama e a grandeza desta alma.
Caçula dos onze filhos de Siegrid Stein e Auguste Courant, Edith nasceu
a 12 de outubro de 1891 na então cidade alemã de Breslau, hoje
Wroclaw, na Polônia. Sua família era de fé judaica, praticante
e ortodoxa. O aniversário de Edith coincidia com a festa do Yom Kippur,
o foi considerado um bom presságio para o destino da criança.
Seu pai faleceu antes que amenina completasse dois anos de idade. A mãe,
personalidade fortíssima que deixaria uma marca profunda nos filhos,
passou a arcar com todos os cuidados da família, inclusive o importante
negócio de madeiras do marido, vindo a ser muito bem sucedida. Apoiados
na força materna desta Mulher, que era também profundamente
religiosa, os filhos puderam construir para si uma vida emocionalmente estável,
piedosa e repleta de grandes interesses culturais e de grande senso de união
familiar. A família Stein, apesar de judia, não se distinguia
externamente das outras famílias alemãs do seu meio, senão
talvez pela considerada posição social e pela prática
da caridade: era costume entre eles, costume incentivado pela mãe,
ajudar aos amigos necessitados, atrasar a cobrança dos pagamentos,
dar com abundância por ocasião das festas religiosas.
Edith cresceu muito mimada pelos irmãos mais velhos e diziam dela que
era uma criança caprichosa, difícil, mas ao mesmo tempo muito
atraente e precocemente inteligente. Sua extrema sensibilidade faz-se notar
de pequena, especialmente na independência do seu caráter. Quando
puseram na no Jardim de Infância, chorou todos os dias, até que
a mãe decidiu-se por tentar incluí-la já na primeira
série do ensino elementar, apesar da pouca idade. Em poucos meses ela
se tomou a primeira da classe, posição que conservou em toda
sua vida escolar, embora oficialmente constasse sempre no segundo lugar, pelo
fato da sua religião.
Acabado o ensino fundamental, Edith decidiu abandonar os estudos, com o entusiasmo
de adolescente por encontrar algum ideal que a levasse a uma vida de realizações
importantes e heróicas. Ao mesmo tempo, foi-se dedicando cada vez mais
profundamente à leitura individual. Fez-se nesta época introvertida
ao extremo e o protótipo de uma jovem intelectual, talvez racionalista
e individualista, embora mesmo então não perdesse o seu especial
carisma pessoal. Durante uns meses passados em Hamburgo, na casa de uma irmã
recém casada, e em meio a um ambiente leigo e ateu, decidiu abandonar
voluntariamente a sua fé familiar.
Por insistência da mãe, voltou a Breslau e conclui, mais uma
vez brilhantemente o ensino secundário, em 1910. O estudo tomou-se
para ela, a partir deste momento, a essência da vida. Seus colegas,
no entanto, admiravam-na também pelo que eles descrevem como a sua
extrema modéstia e a total confiança e autenticidade que a sua
personalidade transmite. O diretor da escola costumava dizer dela, aludindo
a seu sobrenome Stein = pedra: Bata na pedra e dela sairá sabedoria.
Entrando agora na idade adulta, Edith foi deixando seu jeito ensimesmado e
passou a cercar-se de um bom grupo de amigos, como ela interessados cada vez
mais em Filosofia. Em 1911 entra para a Universidade de Breslau. A mãe
desejava que ela cursasse Direito, mas na sua independência Edith matriculou-se
no curso de Língua, História e Filosofia. As atividades universitárias
envolveram-na por completo, e foram separando-a, gradativamente, senão
do afeto, pelo menos dos rumos familiares.
A vida acadêmica apareceu então como a vocação
profissional de Edith Stein. Avançando continuamente, começou
a procurar orientadores para um possível doutorado. Interessou-se inicialmente
pelo professor Wilhelm Stem, tipo acabado, segundo ela, do humanista judeu,
mas a área deste era a psicologia, e Edith desejava a Filosofia. É
nessa época que começa a ler os trabalhos de Edmund Husserl,
professor da Universidade de Gottingen.
Edith, no entanto, não era o que se pode chamar de uma academicista.
Seu interesse pelo estudo estava na busca de conhecimento, e de um conhecimento
que, contaria ela mais tarde, voltava-se para a procura de uma realidade e
de uma verdade que ela pressentia existirem, além da realidade material
e imediata.
Acompanhava ainda a mãe à Sinagoga, mas já definitivamente
não participava da fé judaica. Enfim, conseguindo a permissão
familiar, transferiu-se para Gottingen, em 1913. Começava assim uma
nova fase da sua vida, fase que seria de glória e de sofrimento.
Na Universidade inseriu-se logo no grande grupo que Husserl reunia em tomo
da sua recém publicada revista Anais de Filosofia e Investigação
Fenomenológica e que incluía nomes como Adolf Reinech, Dietrich
von Hildebrand, Max Scheler e Martin Heidegger. A saúde de Edith ficou
aos poucos abalada devido à concentração no estudo e
a um enorme esforço de busca espiritual. Começava aperceber
as suas próprias limitações e defeitos, já não
era mais tão segura de si e de seu ateísmo. Enfrentava as crises
normais da sua idade e do seu meio, mas se destacava ainda por manter uma
vida de alta moral e grande bondade. Também no amor e na vida ela buscava
um ideal de verdade e de beleza. Estudando muitas vezes das seis da manhã
à meia-noite, Edith tomou-se em pouco tempo talvez a melhor discípula
de Husserl. Reservava espaço, no entanto para passeios e uma vida social
que a alegravam profundamente.
Foi Max Scheler quem primeiro lhe abriu os olhos para o mundo do catolicismo,
ele mesmo recém convertido. Edith passou a abrir-se e a procurar o
seu lado humano numa perspectiva não só intelectual. Teve logo
uma chance de provar esta nova experiência. Em 1914 estalava a primeira
guerra mundial. Edith logo se inscreveu na Cruz Vermelha, encarando este período
como uma necessária interrupção nas atividades de interesse
pessoal, por amor à pátria. Em 1915 é designada para
trabalhar num hospital na Áustria. A mãe a proibiu de ir, mas
Edith foi assim mesmo. Durante os poucos meses que viveu nesse ambiente, provou-se
o seu humanismo: em meio a epidemias, a corpos mutilados e a todo tipo de
miséria e dificuldades - realidades que ela até então
nunca tinha visto - Edith demonstrava ser também brilhante na ciência
da vida, gastando interrnináveis horas em trabalhos, cuidados, consolo,
bondade. Ela diria depois que esta foi uma experiência única,
que a despertou realmente para a realidade da vida.
Com a saúde muito debilitada voltou a Gottingen e pôde começar
o doutorado, sob a orientação do exigentíssimo Husserl.
Em agosto de 1916, num mundo acadêmico que praticamente desconhecia
a presença de mulheres, Stein conseguiu o doutorado summa cum laude
depois de dez horas frente ao tribunal examinador. Já no dia seguinte,
começou a trabalhar como assistente de Husserl. Durante um ano teria
uma atividade incansável e utilíssima junto a seu mestre.
Edith diria que nestes tempos a sua busca da verdade já era como uma
oração. O próprio Husserl levava-a a isso; e a influência
do casal Reinach, convertidos do judaísmo ao protestantismo, foi imensa
nela. Quando Adolf Reinach morreu, ainda na primeira guerra, sua esposa falou
a Edith da alegria da cruz, e foi esta a sua primeira grande impressão
sobre a existência do Cristo. Outras experiências católicas
a impressionavam vivamente nesta época, principalmente o testemunho
de devoções pessoais.
Em 1918 Edith deixou o cargo junto a Husserl, para tentar seguir uma carreira
própria. Começava neste momento, então, a sua própria
cruz. Foi rejeitada por todas as Universidades, pelo duplo fato de ser judia
e mulher. Voltando à casa materna, passou a ensinar em instituições
secundárias, dedicando-se ainda a publicar trabalhos independentes.
Em 1921, durante umas férias na casa de amigos, deparou-se com uma
Vida de Santa Teresa d'Ávila. No dia seguinte comprou um missal e um
catecismo e foi à missa. A influência que exerceram sobre ela
essas novas leituras é avassaladora. No ano seguinte, 1922, Edith foi
batizada e entrou na Igreja Católica.
O choque para a família e, sobretudo, para a mãe, foi fortíssimo.
Nunca mais ela seria considerada como parte integrante da sua tradição
e da sua casa. A dor para ela mesma foi imensa neste momento, mitigada apenas
pela aproximação da irmã mais velha, Rosa, que seguiria
posteriormente seus passos.
Por influência de Santa Teresa, Edith pensou logo em fazer-se carmelita,
mas seu diretor espiritual, o jesuíta Joseph Schwind, aconselhou-a
a dedicar-se por enquanto ao estudo e ao ensino. Só um ano mais tarde
é que Edith aceitaria, no entanto, uma posição no Colégio
das Dominicanas de Speyer.
Edith nos falaria nesta época da importância que ela passou a
atribuir à formação humana das alunas. Este seria para
ela um período feliz e fecundo. Suas alunas testemunhavam o grande
exemplo de oração e de espírito de pobreza deixados pela
professora. Ela se dedicava profundamente à vida escolar e o respeito
e a amizade que lhe cercavam chegavam quase à veneração.
Lembraria posteriormente uma aluna que a Dra. Stein morava num quarto simples,
com muitos livros em largas estantes. Ali passavam suas discípulas,
as mais velhas, alguns fins de tarde belos e interessantes, literalmente sentadas
a seus pés e bebendo as suas palavras. A idéia de dedicar-se
inteiramente a Deus aumentava nela. Insistia ainda em tornar-se religiosa,
mas obedece aos conselhos do confessor que ainda lhe indicava o caminho do
mundo.
Continuou profundamente dedicada à Filosofia. E foi nesta época
que Edith descobriu Santo Tomás de Aquino. Por ocasião dos setenta
anos de Husserl, publicou o ensaio A Fenomenologia de Husserl e a Filosofia
de Santo Tomás de Aquino. Em 1928 Edith escreveria que Santo Tomás
lhe ensinara que também a ciência pode ser praticada como serviço
a Deus.
Sua vida concentrava-se então no estudo e na oração.
Leu e traduziu as obras do Cardeal Newman. Aprofundava-se cada vez mais na
vida espiritual. Vemos suas palavras numa poesia desta época: Os planos
todos que em teu conselho preparaste, que cheguem a ser: E quando me pedires,
em silêncio, a dor; ajuda-me a dar! Que eu esqueça por inteiro
meu pobre eu, para que, morta para mim, só por Ti viva.
Em 1928 morria seu confessor. Nos próximos cinco anos, Edith confiaria
aos beneditinos de Beuron a sua orientação espiritual. Estes
ainda a aconselhavam a seguir a carreira acadêmica. As conferências
e cursos aumentavam, seus interesses concentram-se cada vez mais no Tomismo.
Ela dizia em 1931 que Santo Tomás já não se satisfazia
com as poucas horas que ela conseguia reservar-Ihe: exigi-as todas. Deixou
o trabalho para concentrar-se na publicação das Controvérsias
sobre a verdade, obra que saiu em dois volumes, em 1931 e 1932.
Ainda em 1932 conseguiu finalmente uma posição de professora
de ensino superior na Associação de Professoras Católicas.
No mesmo ano participou como única mulher do Congresso sobre Fenomenologia
e Tomismo promovido em Paris pela Société Thomiste, no qual
filósofos da época como, Maritain e Berdiaev, desejavam escutá-la.
Entre os temas sobre os quais falou nesta época, em várias palestras,
incluía-se o da mulher. Edith Stein seria reconhecida como uma das
grandes defensoras do papel da mulher na sociedade moderna. Muitas mulheres
que a escutavam, no entanto, observavam surpresas que a figura de Edith não
inspirava em absoluto uma atitude arrogante ou pretensiosa, apesar da sua
autoridade e das injustiças que sofria. Ao contrário, diziam
de Edith que era uma mulher simples e amável, que defendia com firmeza
que o acesso das mulheres aos mais variados ramos profissionais poderia significar
uma bênção para a vida social precisamente se estivesse
de acordo com o modo de ser feminino. Edith era então um nome conhecido
em todo o meio filosófico europeu.
Em fevereiro de 1933, no entanto, toda a glória profissional de Edith
Stein foi interrompida bruscamente. Hitler assumira o posto de Chanceler em
janeiro do mesmo ano e as primeiras leis anti-judaicas fizeram com que Edith
se decidisse a pedir demissão do seu novo emprego, antes de pôr
em perigo a sua instituição pela sua presença. Foi o
começo do seu caminho da cruz. Este caminho, Edith o percorreu em comunhão
com o sofrimento do seu povo. Escreveria ela mais tarde que mais uma vez Deus
tinha estendido duramente a sua mão sobre o seu povo, e que o destino
desse povo seria também o seu.
Preocupados com a sua sorte, os amigos da instituição onde ensinava
conseguiram-lhe uma oferta de emprego no Chile, em 1933. Mas Edith estava
decidida já a dar finalmente o passo tanto esperado: entrar para o
Carmelo.
O papa Pio XI praticamente bombardeou a Alemanha de então com notas
de protesto contra o Nazismo. Hitler ignorou-as todas, castigando cada vez
mais a população judia. Ignorando também a Concordata
com a Igreja, assinada em 1933, começou a perseguir os católicos.
A situação na Alemanha foi-se tornando crítica. Em 1937
Pio XI lançava a encíclica Mit brennender Sorge (com ardente
preocupação), que conseguiu burlar a censura e foi lida em todas
as paróquias alemãs. A represália do governo nazista
foi clara e imensa: os campos de concentração encheram-se de
sacerdotes e religiosos. Pio XII posteriormente tomaria o mesmo caminho do
seu antecessor, tendo mais cuidado, no entanto, afim de que as represálias
não fossem tão graves.
Mas ainda em agosto de 1933, Edith foi a casa e comunicou sua nova decisão
à mãe e à irmã Rosa. A mãe, em situação
penosa e já muito idosa, respeitou a decisão da filha, mas nunca
pode aceitá-la. Quando se despediram disse à filha apenas: Que
o Eterno esteja com você. Nunca mais se veriam e Edith nunca receberia
nenhuma resposta das cartas que escreveu à mãe até a
morte desta em 1936. A 13 de outubro de 1933, Edith Stein entrou no Carmelo
da cidade alemã de Colônia.
Os nove anos que Edith Stein passou no Carmelo são, naturalmente, uma
parte mais secreta da sua vida. Aos olhos de muitos, a grande filósofa
enterrara-se e terminara em fracasso a sua carreira. Husserl comentou nesta
ocasião que se não fosse tudo absolutamente autêntico
nela, ele diria que havia nessa sua decisão qualquer coisa de afetado
e artificial. De que forma, uma mulher de quarenta e dois anos, de vida sempre
independente, que tinha alcançado tais pináculos do pensamento,
podia adaptar-se aos trabalhos manuais - para os quais ela não tinha
qualquer aptidão - à rotina escondida, à obediência
e à convivência com pessoas que tinham provavelmente uma capacidade
intelectual muito inferior à sua, e ser ainda feliz? Edith mesmo responderia
que agora estava no lugar ao qual pertencera há muito tempo. Sua adaptação
parece ter sido serena e imediata. Os que a vinham visitar, muitas vezes para
pedir-lhe conselhos e opiniões filosóficas, impressionavam-se.
Escrevia Edith à amiga, também filósofa, Gertrud von
le Fort, que esta não imaginava o quanto Edith se envergonhava de quando
falavam da sua vida sacrificada. Vida sacrificada era a que levara quando
estava fora, dizia ela. A 15 de abril de 1934, Edith Stein tomou o hábito
carmelita, passando a ser a irmã Teresa Benedita da Cruz. A 21 de abril
de 1938 fez os votos perpétuos.
Neste mesmo ano de 1938, temerosa de que a sua presença pudesse pôr
em perigo a sua comunidade em Colônia, Edith pediu para ser transferida
a outro Carmelo; a superiora, no entanto, não via necessidade disso.
Nas eleições do mesmo ano, Edith foi proibida de votar porque
era judia e foi obrigada declará-lo por escrito. Finalmente em 31 de
dezembro de 1938 ela conseguiu ser transferida para o Carmelo de Echt, na
Holanda, onde a receberam de braços abertos, assim como a sua irmã
Rosa, que se tinha feito membro da Ordem terceira do Carmo.
A irmã Teresa continuava seu trabalho filosófico, ainda no Carmelo.
Aprendeu o holandês e passou assim a ser fluente em seis línguas.
Iniciou então sua obra A Ciência da Cruz.
A situação para os judeus piorava a cada dia. Edith pediu ao
governo suíço um passe de refugiada. Não havia problemas
em que ela o recebesse, tendo um nome conhecido como tinha. Mas a irmã
Rosa não o obteve e Edith se negou a ir sem ela. Em 1942 teve início
a chamada solução final para os judeus, nos campos de extermínio.
Edith e Rosa finalmente receberam os passes suíços, mas o governo
de ocupação na Holanda não as permitiu sair. Edith foi
obrigada a comparecer duas vezes perante a Gestapo, e nestes momentos suas
primeiras palavras foram sempre Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Igreja holandesa, vendo a nova situação de judeus e católicos,
decidiu protestar publica e veementemente. Entre outras medidas, o bispo de
Utrecht enviou carta dura às autoridades nazistas alemãs, carta
que foi publicada na Holanda. As conseqüentes deportações
praticamente dizimaram os judeus da Holanda e grande parte das ordens religiosas
católicas, e fizeram Pio XII abandonar a idéia de um protesto
mais claro e público.
A 2 de agosto soldados da SS chegaram ao Carmelo em Echt e exigiram ver as
duas irmãs Stein. Apesar dos protestos da superiora, as duas o seguiram
levando apenas uma pequena maleta de viagem. Nas ruas próximas pessoas
as viam passar e choravam, despedindo-se das irmãs. Poucos dias antes
Edith escrevera um poema que terminava assim: Os que Tu escolheste para Te
acompanharem, hoje devem rodear-Te junto à cruz.
Sabemos pouco desses últimos dias. Apenas algumas notícias dadas
por pessoas conhecidas que viram as duas irmãs, como uma antiga aluna
de Edith que escutou a professora saudá-la pelo nome numa estação
de trem. Edith escreveria também, do caminho à Alemanha, duas
pequenas notas a Echt e à Suíça. Os prisioneiros pensavam
que seriam levados para trabalhos forçados. Mas Edith parecia pressentir
a verdade. Uma das últimas notícias sobre ela vem de uma mulher
que conseguiu sobreviver à guerra e que dizia que a grande diferença
entre Edith Stein e as demais irmãs estava no seu silêncio, e
que quando a imaginava sentada na barraca, a sua figura ainda hoje desperta
nela um pensamento: uma pietà sem o Cristo.
Segundo investigações posteriores, as duas irmãs foram
levadas para as câmaras de gás em Auschwitz a 9 de agosto de
1942. Morria assim Edith Stein, no dizer de alguns, irmã Teresa bendita
pela Cruz. Foi beatificada em 1 maio de 1987 e canonizada a 11 outubro de
1998 pelo papa João Paulo II.
* Marta Braga: Professora
de História da Igreja do Seminário Diocesano de Petrópolis
e do Instituto de Filosofia e Teologia do Mosteiro de São Bento, Rio
de Janeiro.Artigo publicado originalmente em Coletânea, n° 4, 2003,
pp. 155-162.
bibliografia:
FABRETTI, Vittoria,
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KAWA, Elizabeth, Edith Stein, a abençoada pela Cruz, São Paulo,
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MIRIBEL, Elizabeth de, Edith Stein. Como ouro purificado pelo fogo, Aparecida/SP,
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www .ewtn.corn/faith/edith_stein.htm
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Natur und Übernatur in der Formung einer Heiligengestalt, in: Das neue Reich 13, 1931, 779-761, 801 f., sowie in: Das bunte Blatt. Beilage z. M.U. unter dem veränderten Titel »Elisabeth von Thüringen - Der Mensch und die Heilige«, Nachdruck auch in W. Herbstrith, E.S. - Wege, 175-191; Wege zur inneren Stille, in: Monatsbrief für die Societas Religiosa, 1932, Nachdruck ebenfalls in: W. Herbstrith, E.S. - Wege, 90-93; Akademische und Elementarlehrerin, in: Zeit und Schule, 1932, 2 f.; Die Frau als Führerin zur Kirche, in: Kath. Sonntagsblatt für die Diözese Augsburg 6, 1932, 503; Die Aufgabe der Frau als Führerin der Jugend zur Kirche, in: Blätter der weißen Rose 5, Werkblätter des süddeutschen Verbandes der kath. Jungmädchenvereine, 1932, 115-125; Natur und Übernatur in Goethes Faust, in: Zeit und Schule 29, 1932, 125-131, 134-136; Beruf des Mannes und der Frau nach Natur und Gnadenordnung, in: Die christliche Frau 30, 1932, 5-20; Metaphysik der Gemeinschaft, in: Mädchenbildung auf christlicher Grundlage, H. 24, 1932, 669-695; Texte originel des interventions faites en langue allemande - Intervention de Mlle Stein, in: La Phénoménologie, Journées d'Etudes de la Société Thomiste, Juvisy 1932, 101-111; Des hl. Thomas von Aquino Untersuchungen über die Wahrheit, I-II, mit einem Geleitwort von M. Grabmann, 1932, 1952-19552. - (Wichtige Werke aus der Karmelzeit, die während dieser veröffentlicht wurden:) Theresia von Jesus, 1934; Die Deutsche Summa, in: Die christliche Frau, 1934, 245-252; Die Deutsche Summa, in Die christliche Frau, 1935, 26-28, 118-120; Über Geschichte und Geist des Karmel, in: Zu neuen Ufern, Sonntagsbeilage der Postzeitung, Augsburg 31.3.1935, Nachdruck in: Herbstrith, E.S. - Wege, 192-202; Rez. des Buches: Wilhelm Neuß, Ein Priester unserer Zeit-Josef Stoffels, Weihbischof von Köln (Einsiedeln 1934), in: Benediktinische Monatsschrift 17. Jg. 1935; Eine Meisterin der Erziehungs- und Bildungsarbeit-Teresia von Jesus, in: Kath. Frauenbildung im deutschen Volke, 48. Jg. 1935, Nachdruck in ESW, Bd. XII; Das Gebet der Kirche, in: Ich lebe und ihr lebet, 1937, 69-84, Nachdruck in: W. Herbstrith, E.S. - Wege, 78-89; Rez.: Edmund Husserl - La crise de la science et de la philosophie transcendentale. Introduction a la philosophie phenomenologie. Tome I de la revue »Philosophia« (Belgrad) 1936, 77-176, (Rez. in:) Revue Thomiste, 1937, 327/328; Eine deutsche Frau und große Karmeliterin: Mutter Franziska von den unendlichen Verdiensten Jesu Christi OCD (Katharina Esser), 1804-1866, in: Die in deinem Hause wohnen, hrsg. E. Lense OCit, 1938, 147-163; Ein klösterlicher Reformator: P. Andreas vom hl. Romvald OCD (1819-1883), in: Stimmen unserer Lieben Frau vom Berge Karmel. Monatsschrift zur Förderung der Marienverehrung, Provinzleitung Karmelitenkloster (Hrsg.) 15. Jg. 1938/39, H. 4; (nur intern) Festspiel zum Ordensjubiläum einer Mitschwester zum 2.10.1938; (Abhandlung) Sancta discreto, Hs. zum 15.10.1938, Erstdruck in Anima 11. Jg. Heft 4, 1947, Nachdruck in ESW Bd. XII; Nachruf für Sr. Maria Gertrudis Theresia a. Agnete OCD, Selbstverlag der Karmeliterinnen, 1940; (Hinweis: In den Jahren 1937/38 sind geschrieben worden Beiträge zur Ordenschronik und Übersetzungen. Im Sommer 1941 in Echt die Studie »Wege der Gotteserkenntnis - die symbolische Theologie des Areopagiten und ihre sachlichen Voraussetzungen«. Diese Beiträge sind erst posthum in ESW erschienen! Das trifft auch zu für die beiden großen Hauptwerke, siehe ESW Bd. I und II). - (Nachlaß-W:) Wege der Cotteserkenntnis - die symbolische Theologie des Areopagiten und ihre sachlichen Voraussetzungen, in: The Thomist Nr. 3 of Vol. IX, 1946 (engl.), in: Tijdschrift voor Philosophie 8, Utrecht 1946, 27-74 (holl.), deutsch 1979, 19932 (in ESW Bd. 15); ESW: Edith Stein Werke, hrsg. von L. Gelber, R. Leuven OCD, M. Linssen OCD, I (1954) - XVIII (1998, jetziger Stand): ESW Bd. I: Kreuzeswissenschaft. Studie über Joannes Cruce, 19501, 19542, 19833, 19954, span. 1989, 19942; ESW Bd. II: Endliches und Ewiges Sein. Versuch eines Aufstiegs zum Sinn des Seins, 19501, 19622, 19863 ESW Bd. III: Des hl. Thomas von Aquino Untersuchungen über die Wahrheit I. Teil: Quaestio 1-13, 1952; ESW Bd. IV: Des hl. Thomas von Aquino Untersuchungen über die Wahrheit II. Teil: Quaestio 14-19, 1955; ESW Bd. V: Die Frau. Ihre Aufgabe nach Natur und Gnade, 1959, vgl. auch: Frauenbildung und Frauenberufe 1949, 19564; ESW Bd. VI: Welt und Person. Ein Beitrag zum christlichen Wahrheitsstreben, 1962; ESW Bd. VII: Aus dem Leben einer jüdischen Familie. Das Leben E.S.s: Kindheit und Jugend, 1962, 19852 (vollständige Ausgabe, 19873 als Sonderausgabe: Aus meinem Leben; span. 1973, (verbessert:) 19922; ESW Bd. VIII: Selbstbildnis in Briefen, erster Teil: 1916-1934, 1976, span. Teilauswahl - Seleccion epistolar 1917-1942, ed. de Espirialidad 1976, dt. Sobd. 1998; ESW Bd. IX: Selbstbildnis in Briefen, zweiter Teil: 1934-1942, 1977; ESW Bd. X: Heil im Unheil. Das Leben E.S.s., Reifen und Vollendung, von P. Romaeus Leuven OCD, 1983; ESW Bd. XI: Verborgenes Leben. Hagiographische Essays, Meditationen, geistliche Texte, 1987; ESW Bd. XII: Ganzheitliches Leben, Schriften zur religiösen Bildung, 1990; ESW Bd. XIII: Einführung in die Philosophie (frühe Schrift, entstanden zwischen 1917 und 1932) mit einem Nachwort von Hanna B. Gerl-Falkovitz, 1991; ESW Bd. XIV: Briefe an Roman Ingarden 1917-1938 mit einer Einleitung von Hanna B. Gerl-Falkovitz 1991; ESW Bd. XV: Erkenntnis und Glaube (enthält: Wege der Gotteserkenntnis - die symbolische Theologie des Areopagiten und ihre sachlichen Voraussetzungen, im Jahre 1941 in Echt geschrieben), 1993; ESW Bd. XVI: Der Aufbau der menschlichen Person (Vorlesung in Münster WS 1932/33), 1994; ESW Bd. XVII: Was ist der Mensch. Eine theologische Anthropologie, nicht mehr gehaltene Vorlesung für SS 1933, hrsg. von M.A. Neyer OCD und P.O. Dobhan OCD, 1994; ESW Bd. XVIII: (jetziger Titel:) Potenz und Akt, hrsg. von H. Sepp, 1998; Briefe an Hedwig Conrad-Martius, 1960, span. 1963; Briefauslese 1917-1942. Mit einem Dokumentationsanhang zum Tode von E.S., Kloster der Karmelitinnen »Maria vom Frieden« in Köln, 1967 (s. auch o.: ESW Bde VIII und IX, wie span. Übersetzung); Mein erstes Göttinger Semester. Mit einem Nachwort und Chronologie, Nürnberger Liebhaberausgaben, 1979; E.S.: Gedichte und Gebete aus dem Nachlaß, hrsg. v. W. Herbstrith, 1982; E.S.: Textbrevier, ebenfalls hrsg. v. W. Herbstrith, 1997; Vom Endlichen zum Ewigen. Gedanken für jeden Tag, ausgewählt von M.A. Neyer, 1983; Am Kreuz vermählt, ausgewählt und eingeleitet von N. Hartmann, 1984; E.S.: Im verschlossenen Garten der Seele, ausgewählt und eingeleitet von E. Bejas, Texte zum Nachdenken Nr. 56, Herderbücherei Nr. 1359, 19871u.2, 19893, 19984; Auszug aus frühen, wissenschaftlichen Texten, in: (Hrsg.) Ruth Hagengruber, Klass. philosophische Texte von Frauen, dtv 30652, 1998, 171 ff.
Bibliografia: Johanna Haucke OCD und Gabriele Dick OCD in: Archiv für Schlesische Kirchengeschichte 42, 1984, 215-236; Andrea Bejas in: Von der Phänomenologie zur Mystik Anhang 3: E.S.s Bibliographie, Disputationes Theologiae 17, 1987, 147-207 (enthält auch das Verzeichnis der Manuskripte im Archivum Carmelitanum E.S. in Brüssel wie das der Manuskripte im Karmel zu Köln; dazu kommt ein Verzeichnis der Manuskripte E.S.s im Klosterarchiv der Dominkanerinnen in St. Magdalena zu Speyer); M.A. Neyer: E.S.s hinterlassene Schriften. Versuch einer Dokumentation, in: Kath. Bildung 10, 1991, 540-562; M. Linssen, Arbeitsbericht über die Edition der Werke E.S.s durch das Archivum Carmelitanum E.S., in E.S. - Leben - Vollendung - Philosophie, 1991, 291-294; Verzeichnis der von E.S. in Köln und Echt verfaßten Schriften in: (Hrsg.). M.A. Neyer, E.S.: Wie ich zum Kölner Karmel kam, 1994, 139-141; (fortlaufend:) Bibliographia Carmelitana Annualis, vgl. bes. Carmalus 35, 1988, 353-375. Bildmaterial: M.A. Neyer, E.S.ihr Leben in Dokumenten und Bildern, 1984; W. Herbstrith OCD, Eine Märtyrerin des 20. Jahrhunderts, 1987; dies., E.S. - Ein Opfer unserer Zeit, 1998; Wolfram Ho Kruseno, Wallfahrt auf den Spuren von E.S., Bildband, 1987; Zur Geschichte und den Fundorten der Karmelarchive, besonders des Archivs in Köln-Lindenthal und des E.S.-Zentrums in Brüssel, jetzt Geleen, Niederl. Limburg: Karmeliterkloster, in E.S.-Jahrbuch 1998: Das Christentum I, 1998, 549-575; Zu Vorlesungen und Seminarübungen E. Husserls mit Blick auf die Teilnahme E.S.s: Andreas Uwe Müller, Grundzüge der Religionsphilosophie E.S.s, 1993, Anhang, III, 482 f.; Zur Bearbeitung von Husserlmanuskripten durch E.S.: Andreas Uwe Müller, Grundzüge...., a.a.O.: Anhang IV, 482-485; Bibl. engl.: Freda Mary Oben, E.S. - scholar, feminist, saint, N.Y. Society of St. Paul, 1988, Anhang; Mary Catherine Baseheart, Person in the world: introduction to the philosophy of E.S., 1997, Anhang; Bibl. span.: Francisco Javier Sancho, Das Steinsche Werk in Spanien, Bibliographische Hinweise, in: E.S.-Jahrbuch 1995, hrsg. von José Sßnchez de Murillo, 1995, 344-350; Bibl. franz.: Florent Gaboriau, E.S., philosophe, 1989, Anhang; Zu Veröffentlichungen der E.S.-Gesellschaft: Jeweils in den Mitteilungen des E.S.-Jahrbücher, zuletzt im E.S.-Jahrbuch 1998, 575 (bisher sechs Veröffentlichungen). Zu der Aufführung der verschiedenen E.S.-Forschungsstätten und -institute in Europa und Übersee: E.S.-Jahrbuch 1995, a.a.O., 361 f.; Zur E.S.-Gesellschaft in Polen: ebenda; Orientierung über Namensgebung »E.S.« für Kirchen, Schulen, Heime, Institutionen: Bonifatiusblatt, E.S., 1981-1942, 138. Jg. Nr. 4, 1998 und f. Zur E.S.-Kantate um 1985 von Maria Adele Herrmann OP, vertont 1987 von Armin Press, in: M.A. Herrmann, Die Speyerer Jahre von E.S., 1990, 158-165 (vollständiger Text!).
Referências: Teresia Renata de Spiritu Sancto OCD (M.T. Posselt), E.S. Lebensbild einer Philosophin und Karmelitin, gewonnen aus Erinnerungen und Briefen, 1948, 19547, 19639, als Herdertaschenbuch Nr. 3: »E.S. - Eine große Frau unseres Jahrhunderts«, 19571-3, 19584-5, span. 1953, 19602, ebenf. engl., holl., it., schwed., jap.; - Aloisio da Virgem do Carme, E.S.-del judaísmo al Carmelo Reformado, in: Monte Carmelo 59, 1951, 33; - Alberto de la Virgen del Carmen, Dra. E.S.: filósofa, convertida, carmelita, mßrtir, ed. de Espiritualidad, 1953; - Elisabeth Kawa, E.S. - Die vom Kreuz Gesegnete, 1953; - Alois Dempf, Endliches und ewiges Sein, in: Phil. Jahrb. 62, 1953, 201-204; - Hilda Graef, Leben unter dem Kreuz. Eine Studie über E.S., 1954, ab 19795 unter dem Titel: »E.S., Zeugnis des vernichteten Lebens«; - C. Balzer, E.S. filósofa, carmelita y mßrtir, in: Criterio 26, 1954, 130-133; - Erich Przywara, E.S., zu ihrem 10. Todestag (I), Die Frage E.S. (II), in: Für und Gegen, 1955, 61-73; - Cirilo de San José, Del judaísme al Carmelo, in: Ecos del Carmelo y Praga 39, 1956, 4-5; - Á. Huerga, E.S. La hebra que halló la Verdad, in: Vida Sobrenatural 37, 1957, 127-151; - Hedwig Conrad-Martius, Meine Freundin E.S., in: Hochland 51, 1958/59, 39-46; - dies. (Hrsg.), E.S. Briefe an Hedwig Conrad-Martius, 1960; - Martha Paulus, E.S.: Aus Leben und Werk, 1960; - A. Bajsic, Begriff einer christlichen Philosophie bei E.S. (Phil. Diss.), Bozen 1961; - Maria Bienias, Das Lebensopfer der Karmelitin E.S., 1961; - 0tto Betz, E.S., die sachliche Heilige, in: Gefährliche Freiheit: Der Christ zwischen Infantilität und Mündigkeit, 1961, 168-178; - J.M. Oesterreicher, Siete filósofos judíos encuentran a Christo, ed. Aguilar, 1961, 423-480; - Maria Baptista a Spiritu Sancto OCD, E.S., 1962; - C. López Sainz, E.S. (span.), 1965; - J. Presser, Ondergang. De vervolgung en verdeling vat het nederlandske jodendom 1941-1945, I-II, 1965; - E. 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Todestag E.S.s, in KNA, Katholische Korrespondenz, 30, 1977, 2-3; - dies., E.S.s Weg als ökumenisches Zeugnis, in: Christ in der Gegenwart, 29, 1977, 261 262; - dies., E.S. - Was ist Wahrheit?, in: Leben, das sich lohnt, Trilogie: Teresa von Avila - Therese von Lisieux -E.S., 1977, 303-446; - dies., Weg in die Tiefe - E.S., in: Dasein für andere. Geistliche Berufung heute, 1977, 76-85; - dies., Trßgico destino de una mujer fuerte-E.S., in: Mujeres de siglo XX, 1978, 27-50; - dies. Trßgico destino de un mujer fuerte. E.S. 1891-1981, in: Revista de Espiritualidad, 148, 1978, 365-388; - dies., E.S.-Zeichen der Versöhnung, 1979; - dies., E.S., Meilensteine ihres Lebens, in: Heute. Zeitschrift Vinzentinischer Gemeinschaften, 11, 1979, 32-35; - dies., Wie erfahre ich Gott? - Neugründung des E.S.-Karmel, in: Christ in der Gegenwart, 31, 1979, 76; - dies., E.S. und das Judentum, in: Christ in der Gegenwart, 32, 1980, 357-358; - dies., Die erlösende Kraft des Kreuzes-E.S., in: Gelebte Nachfolge, Wortgottesdienste, hrsg. vom Bisch. Ordinariat: Rottenburg, 1980, 27-30; - dies., E.S., in: Verweilen vor Gott, 19804, 93-106; - dies., Recht, Wirklichkeit, Sein. Zur Rolle der Frau in Welt und Kirche. Gedanken von E.S., in: Christ in der Gegenwart, 32, 1980, 221-222; - dies., E.S. - Die Wahrheit suchen, Gott finden und die Menschen, in: Deutsche Glaubenszeugen. Zum Besuch des Papstes, hrsg. von Emil Spath, 1980, 94-100; - dies., Das Zeugnis E.S.s, in: Von Gottes Barmherzigkeit und der Gerechtigkeit der Menschen II, hrsg. von der Reinhold-Schneider-Stiftung (Hamburg), Heft 16, 1981, 13-16; - dies., E.S. eine Frauengestalt für unsere Zeit, in: Gemeinde aktuell. 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Neues Lebensbild, Herder TB Bd. 1035, 1983; - dies., Beten mit E.S., Schriftenreihe zur Meditation Nr. 1, 19833, 19964; - dies., Weg und Zeugnis der Karmelitin E.S. 1891-1942, in: Archiv für schlesische Kirchengeschichte Bd. 41, Sonderdruck 1983; - dies., Das wahre Gesicht der E.S., 19835, 19876 (mit Lit. auf dem neuesten Stand); - dies., E.S. - eine große Glaubenszeugin, 1986; - dies. (Hrsg.) E.S.: Wege zur inneren Stille, 1987; - dies., E.S. Suche nach Gott, N.A. 1987; - dies., E.S.: Vida, obra, mensaje, in: En el camino de la Verdad, E.S. (Redes 14), ed. de Espiritulidad (Madrid), 1987, 113-136; - dies., (Hrsg.) E.S. - ein neues Lebensbild in Zeugnissen und Selbstzeugnissen, 1987, 19932; - dies., Erinnere dich, vergiß es nicht, E.S. - christlich-jüdische Perspektiven, 1990; - dies., E.S.: Etappen eines Leidensweges, 1991; - dies., E.S. - das eine Menschsein, 1993; - dies., E.S.: Jüdin und Christin, 1995; - dies., E.S., Versöhnerin zwischen Juden und Christen 19962; - dies., E.S., Etappen eines philosophischen Werdeganges, 1997 (Lit.); - dies., E.S.: 100 Worte (Neubearbeitung von früher: In der Kraft des Kreuzes), 1997; - dies., (Hrsg.), Meditieren mit E.S. (gedruckt in Straßburg, Editions du Signe), 1997; - dies., (Hrsg.), E.S.: Textbrevier, 1997; - dies., Um der Liebe willen - vier Porträts: Theresia von Avila, Johannes vom Kreuz, Therese von Lisieux, E.S., 1997; - dies., E.S.: Ein Opfer unserer Zeit, (Großband mit Text und Bildern), 1997; - dies., (Hrsg.), E.S., Topos TB Nr. 234, 19982; - Tomas Simeone OCD, E.S., Nota bibliografica, in: Rivista di vita spirituale (Rom), 28, 1974, 359-370; - Walter Nigg, E.S. spricht: Das ist die Wahrheit, in: Vom beispielhaften Leben, 19762, 225-243; - Philibert Secretan, Individu et responsabilité chez E.S., in: Analecta Husserliana. Yearbook of phenomenological research, 1976, 247-258; - ders., E.S. on the order and chain of being. The great chain of being and Italian phenomenology, 1981, 113-123; - ders., Erkenntnis und Aufstieg, Einführung in die Philosophie von E.S., 1992; - Alice Scherer, E.S.: Frauen im Umbruch der Zeit, Reihe: Theologie und Leben 37, 1976, 79-87; - Jan H. 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Herbstrith, E.S.: Ein neues Lebensbild, 1987, 106-124; - dies., Unerbittliches Licht - E.S.s Philosophie, Mystik, Leben, 1991; - dies., E.S., in: E.S. zur Heiligsprechung, hrsg. vom Sekretariat der Deutschen Bischofskonferenzen, 1998; - J. Stallmach, Das Werk E.S.s im Spannungsfeld von Wissen und Glauben, in: KaZ, 16. Jg. 1987, 149-158; - Christian Feldmann, Liebe, die das Leben kostet: E.S., Jüdin, Philosophin, Ordensfrau, 1987; - ders., das gleiche Werk in festlicher Neuausgabe, 1998; - Ezequiel García Rojo, E.S.: conversión y wida cristiana, in: En el camino de la Verdad - E.S. (Redes 14), ed. de Espiritualidad, 1987, 47-74; - ders., E.S. y el tema de is mujer, in: Revista de Espiritualidad 50, 1991, 373-396; - Wolfram Ho Kruseno, Wallfahrt auf den Spuren von E.S., Bildband, 1987; - (Hrsg.) Klaus Haarlammert, E.S.: Leben im Zeichen des Kreuzes - Sammelband, 1987; - (Hrsg.) 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Reto Luzius Fetz, Matthias Rath, Peter Schulz, Studien zur Philosophie von E.S., Internationales E.S.-Symposion Eichstätt 1991, Phänomenologische Forschungen 26/27, 1993, mit wichtigen Beiträgen zur Lebensgeschichte E.S.s, u.a.: von Ernst Orth (s.auch oben), Hugo Ott, Matthias Rath; - Andreas Uwe Müller, Grundzüge der Religionsphilsophie E.S.s, R.: Symposion, 1993 (Lit.); - ders. zus. mit A. Neyer (s.o.), E.S. - Das Leben einer ungewöhnlichen Frau, 1998 (Lit.); - ders., Der kommende Gott. Suche nach Wahrheit und Praxis der Gewaltlosigkeit bei E.S., in: Herder Korrespondenz, Heft 10, 52. Jg., 1998, 510-516; - Bert Weibel, E.S., Gefangene der Liebe, 1994; - A. Bejas, Vom Seienden als solchen zum Sinn des Seins: E.S., 1994; - (indirekt:) Armin Mack, Konsequent, W. Gies gestaltet die E.S.-Kirche in Hamburg-Neu-Allermöhe, in: Kunst und Kirche, H. 4, 1994, 229-232; - Martin Wurzer-Berger, Die E.S.-Kirche in Hamburg, 1995; - (Hrsg.) José Sßnchez de Murillo, E.S-Jahrbuch Bd. 1, 1995, Jahreszeitschrift für Philsophie, Theologie, Pädagogik, andere Wissenschaften, Literatur und Kunst, hierin Aufsätze über E.S., Veröffentlichungen von bisher unbekanntem Material aus den E.S. betreffenden Karmel-Archiven, Adressen der E.S.-Institutionen, Tagungsberichte und -hinweise. Jährlich steht das Jb. unter einem Hauptthema, 1995: »Die menschliche Gewalt«; - (Hrsg. mit Essay, Ursula Hillmann, Apropos E.S., Apropos Nr. 3, 1995; - (Hrsg.) José Sßnchez de Murillo, E.S.-Jahrbuch Bd. 2, Thema: »Das Weibliche«, darin Ergänzungen der Briefe E.S.s an Roman Ingarden zu E.S.: Werke (ESW) Bd. XIV, 1996; - (Hrsg.) E.H. Hoffmann, E.S.: Das Kreuz wie eine Krone tragen. Vom Gehorsam der inneren Meditation, 1997; - Sylvie Contine-Denamy, Trois femmes dans de sombres temps: E.S., Hannah Arendt, Simone Weil (amor fati, amor mundi), 1997; - Marianne Sawicki, Body, text and science: the literacy of investigative practices and the phenomenoloy of E.S., Phenomenolocia 144 (Dordrecht u.a.), zugleich Lexington University of Kentucky: Diss., 1997 (Lit.); - Mary Catherine Baseheart, Person in the world: introduction to the philosophy of E.S., Contributions to phenomenology, 27, (Dordrecht u.a.), 1997 (Lit.); - Rudolf Stertenbrink, Neuer Tag/ neues Leben: E.S., 1997; - L. Ruegenberg und Carla Jungels, E.S. Ein Bilderbuch für Kinder, 1997; - (Hrsg.) José Sßnchez de Murillo, E.S.-Jahrbuch Bd. 3, Thema: »Das Judentum«, 1997, darin Art. von Daniel Krochmalnik, Judentum und Martyrium. Das Zeugnis E.S.s in jüdischer Perspektive; - (Hrsg.) ders., E.S.-Jahrbuch Bd. 4, Thema »Das Christentum I«, 1998, darin Art. von M.A. Neyer (s.o.), Geschichte des E.S.-Archivs: Wie es dem Nachlaß E.S.s erging, a.a.O., 549-576, mit wichtigen Hinweisen auf die Fundorte; - Joachim Feldes, E.S. und Schifferstadt, 1998; - Peter Volek, Erkenntnistheorie bei E.S.: Metaphysische Grundlagen der Erkenntnis bei E.S. im Vergleich zu Edmund Husserl und Thomas von Aquin, 1998 (Europäische Hochschulschriften, Reihe 20: Philosophie, Bd. 564, zugleich Universität Innsbruck: Diss. 1995, Lit.); - Sabine Düren, Die Frau im Spannungsfeld von Emanzipation und Glaube: Eine Untersuchung zu theologisch-anthropologischen Aussagen über das Wesen der Frau in der deutschsprachigen Literatur der ersten Hälfte des 20. Jahrhunderts unter besonderer Berücksichtigung von E.S., Sigrid Undset, Gertrud von Le Fort, Ilse von Stach, R.: Theorie und Forschung, Bd. 535: Theologie: Bd. 34, zugleich Universität Augsburg: Diss., 1998; - Antony Kavunguvalappil, Theology of suffering and cross in the life and works of blessed E.S., European university studies, Ser. 23: Theology, Vol. 642, zugleich Universität Würzburg: Diss. (1996), 1998; - (Hrsg.) Sekretariat der dt. Bischofskonferenz, E.S. - Zur Heiligsprechung 11. Okt. 1998, eine Arbeitshilfe, 1998 (s. auch o.: H.B. Gerl-Falkovitz); - (Hrsg.) E.S. - Gesellschaft und Kath. Frauenbund, Fünfzehn Ausgaben eines E.S.-Briefes als Arbeitshilfe, 1998; - Peter de Groot, Interview mit Bischof Anton Schlembach zur Heiligsprechung E.S.s, in: Sonderbeilage zur Zeitung: Der Pilger 41/98, 18-19; - Der Pilger, Kirchenzeitung für das Bistum Speyer, Sonderbeilage zur Heiligsprechung von E.S., 1998 (s.o.), 18-24; - darin auch Interviewbeitrag von Sr. Teresia Margarita OCD aus der »Neuen Bildpost«: Sie hatte einfach ihr Leben gefunden; - (Hrsg.) Ökumenische Kommission, Arbeitsgruppe Christentum - Judentum, E.S. und ihr Judentum, 1998; - Michael Schmitt, E.S.: Jüdin und Christin, Teile 1-3, in: Kirchenzeitung: Der Pilger, Kirche und Welt, Nr. 34-36, 1998; - dass. in: Geist und Leben, 1, 1999, 24-38; - Themenheft zu E.S.: Int. Ztschr. Communio, 27. Jg., H. 6, 1998, 481-562; - Anne-Susann von Ehr, Auf den Spuren der Philosophin (E.S.) in der Pfalz, in: Die Rheinpfalz, Nr. 235/98 vom 10.10.1998; - Hannes Barth, Komm wir gehen für unser Volk: Die in Auschwitz ermordete Karmelitin im Spannungsfeld zwischen Judentum und Christentum, ebd., 1998; - Beate Schley, E.S. Unbequeme Heilige, in: Weltbild Nr. 18 vom 28. August 1998, 8-15; - Bonifatiusblatt, E.S. 1891-1942, 138 Jg. Nr. 4, 1998, 8 u. 22 (Hinweise auf Karmelgründungen in den neuen Bundesländern und Namensgebung: »E.S.« von Kirchen und Instituten); - ARD (Estausstrahlung), Die Jüdin E.S., Filmbiographie, Dt./Ungarn, Drehjahr 1997, Regie: Mßrta Mészßros, mit Maia Morgenstern als Hauptdarstellerin, 11.10.1998; - WDR III: Monika Kernen, Lebenszeichen, »Niemals darf der Haß das letzte Wort haben«: E.S. - Ein zeitgeschichtliches Hörbild, 11.10.1998; - Mit Papst Johannes Paul II., Erinnerung für alle Zeit, Pontifikalamt zur Heiligsprechung von E.S., Live aus Rom im ARD, 11.10.1998, 10-11.30; - Süddeutsche Zeitung, Klaus Brill, Tochter Israels und der Kirche, 54. Jg., Nr. 234, 1; - Die Welt, Papst spricht E.S. heilig, Ausg. vom 12.10.1998, 6 - vgl. auch andere Tagesblätter vom 12.10.1998; - Annette Schavan, »Von Dunkelheit und Klarheit«: Zur Heiligsprechung von E.S., in: Stimmen der Zeit, 216. Bd. 123. Jg., Heft 12, 1998, 795-804; - Frieder Fischer, E.S., Tragische Heilige zwischen zwei Welten, in: Publik Forum Nr.19, 9. Okt. 1998; - W. Hoffmann, Rez. zum E.S. Jahrbuch 1997 (s.o.), in: Geist und Leben, Sept./Okt. 1998, 395 f.; - Johannes Hass, Sieben Tage mit E.S. (Einstimmung auf die Heiligsprechung), 1998; - (Hrsg.) Marit Rullmann, Philosophinnen: E.S. Bd. 2, 1998 (st. 2878), 213-219; - Phil.Lex. (Ziegenfuß) II, 627; - LThK2 9, 1029-30; - GV 126, 34; - Phil.WB (KTA 13), 695; - Lex.Phil.W. (KTA 486), 214; - Phil.WB (Herder), 297; - Theol.Lex. (BsR 321), 256-257; - WB.Phil. (Humb.), 227; - Enc.Brit.15 Bd. 11, 238; - Enc. Philos. u. Wissenschaftstheorie Bd. 4, 84/84; - Frauenlex. 403, 488; - (Moser) Gr. Gest. des Glaubens, 557-565; - Lex. jüd.-chritl. Begegnung, 153, 456 f.; - Phil. d. Geg. in Einzeldarst. 581-585; - N.Lex. des Judentums2, 780; - Philosophinnenlex., 510-513; - WB Phil. (NA, Herder), 296; - (Greschat (Hrsg.,), Personenlex. Rel. u. Theol., UTB 2063, 455 f.