|
Portal Aquinate>>Tomismo>>Tomistas>>Francisco
Ferrariense |
Francisco Ferrariense e o seu clássico comentário da Suma Contra os Gentios [1474-1528]
|
Summa Contra Gentiles |
Vida: Nsceu em Ferrara
(Itália) em 1474. Ingressou aos 14 anos no convento dominicano de
S. Maria dos Anjos (Lombardia), onde estudou Artes e Teologia. Leitor dos
Conventos da Ordem em Mantua e Milão de 1498 a 1507, foi destinado
neste mesmo ano a Bolonha como Mestre de Estudos. De 1508 a 1515 foi Leitor
das Sentenças nesta cidade; o Capítulo de Nápoles,
1515, lhe otorgou a Licentia docendi e obteve no ano seguinte o
Magistério, tendo sido adscrito na Universidade de Bolonha. Desempenhou
diversos cargos na Ordem: Prior de Ferrara e Bolonha, Regente de Estudo
em 1521, Vigário Geral da Ordem em 1524 e Mestre Geral em 1525. Morreu
em Rennes (Bretanha) em 19 de Setembro de 1528.
Obras: Libros S. Thomae de Aquino contra gentiles connnentaria
egregia (Ed. Parisiis 1525; Lugduni 1567; Antuerpiae 1568; cfr. o t.
XIII da ed. «Leonina» das obras de S. Tomás, Romae 1918);
Annotationes in libros Posteriorum Aristotelis el S. Thornae (Venetiis
1517); Quaestiones luculentissimae in octo libros Physicorum Aristotelis
(Romae 1577; Venetiis 1619); Quaestiones luculentissimae in tres libros
de Anima (Romae 1577; Venetiis 1619); Apologia de convenientia
institutorum Romanae Ecclesiae cum evangelicct libertate tractatus adversus
Lutherurn de hoc pessirne sentientern (Venetiis 1525; Parisiis 1593).
Doutrina: O Ferrariense é, junto com Capreolo, Caetano,
Báñez e João de S. Tomás, um dos mais profundos
comentadores de S. Tomás de Aquino. Em teoria do conhecimento defende
uma postura realista oposta à postura caetanista, não raro
essencialista. Respeita as fronteiras de sujeito e objeto, mas no ato de
conhecer admite a fusão inteligível da espécie inteligina
no sijeito que a intelige. Valendo-se de uma adequada interpretação
da doutrina da analogia tomista, Ferrariense apresenta uma adequada perceção
do singular, pela via da abstração, até à formulação
do conceito universal. Do mesmo modo propõe uma inovadora interpretação
do princípio de individuação que se opõe à
de Caetano e se aproxima à de Capreolo (Cont. Gent., cap. 21; ed.
Leonina, t. XIII, p. 65, col. 21). Especificamente em Teologia considera
e analisa em S. Tomás a doutrina de se Deus predefine e predestina,
desde a eternidade, nossas ações livres, segundo desígnios
absolutamente eficazes.
Bibliografia:: A. MORTIER, Histoire des maîtres généraux de l'ordre des frères prêcheurs, Paris 1903 ff.; V, 260 ff.; - F. LAUCHERT, Die it. literar. Gegner Luthers, 1912, 269 ff.; - CARLO GIACON, La seconda scolastica I, Mailand 1944, 37-162; - HERMANN LAIS, Die Gnadenlehre des hl. Thomas in der Summa contra gentiles u. der Komm. des F. S. v. F. (Hab.-Schr., München 1948), 1951; - JOHANNES HEGYI, Die Bedeutung des Seins bei den klass. Kommentatoren des hl. Thomas v. Aquin, Capreolus, S. v. F., Cajetan, 1959; - M. GRABMANN, MGL III, 394 ff. u. ö.; J. QUÉTIF Y J. ECHARD, Scriptores Ordinis Praedicatorum, 11, París 1721, 59 ss.; C. GIACON, La seconda scolastica. I grandi comrnentatori di S. Tomrnaso, Milán 1943, 37-52; 91-114;433-162; B. MAILLOUX, De decretis divinis circa actus nostros líberos fusta Ferrariensem, «Angelicumn 6 (1929) 497-518; A. GAZZANA, "La materia signata di S.Tomrnaso secondo la diversa interpretatione del Gaetano e del Ferrarese", Gregorianum, 24 (1943) 78-85; B. PÉREZ ARGOS, "Inmaterialidad y asimilación en el Ferrariense", Estudios Eclesiásticos, 18 (1944) 101-135; FAITANIN, P. Principium individuationis. Pamplona: Universidad de Navarra, 2001, 562-571.
![]()
© 2005-2008 Aquinate.